sábado, 24 de maio de 2014

Mudanças de ares

Oi, pessoal.

Quando criei esse blog, eu sempre tive em mente que ele tinha que ser minimamente um reflexo do que sou, do meu momento.

Atualmente, estou repensando a minha vida.
Ao meu ver, a vida é dinâmica e múltipla, com várias cores e nuances.  Tudo isso se descobre em cada passo e nele emergem um pensamento novo, uma descoberta.

Por isso, resolvi dar uma repaginada no blog.  Contudo, a essência dele continuará: a de expressar tudo o que sinto, o que penso sobre os mais diversos assuntos, tais como: fetichismo, humor, fé, poesia, etc.

Agradeço a todos que visitaram esse espaço antes chamado "Domina Est".

Torço para que gostem dessa "Caminhante Reflexiva".

Um abraço apertado!

Compartilho com vocês uma música que retrata um pouco do meu momento:

domingo, 4 de maio de 2014

Minha Caminhada Fetichista - Retrospectiva

Este texto visa apenas compartilhar algumas observações, a partir da minha caminhada na estrada do fetichismo.  É uma tentativa minha de fazer uma retrospectiva de 1 aninho no fetichismo.
Quero ressaltar que não tenho  nenhuma pretensão de considerar que o que vou dizer é "a verdade absoluta"! 
Não mesmo!
Vou colocar em forma de tópicos, conforme veio à minha mente.
Isto posto, vamos "simbora" ao que interessa!
=P
 
  • Quando resolvi andar na estrada do fetichismo, vi que buscar conhecer a pessoa, independemente do lado do chicote em que ela esteja é muito bacana, proveitoso mesmo. 
  • E assim, pude fazer novas amizades, parcerias de fetiche (play partner) e até relacionamento.  Isso também ajudou a me afastar de quem não tinha afinidade.  Ter olhos e ouvidos apurados para buscar saber minimamente de quem é o outro e não cair em furadas.  Claro que precisei levar algumas saraivadas para ver que nem tudo que reluz é ouro, que títulos e pronomes pessoais de tratamento NADA irão significar, se não houver bom caráter e educação.  Infelizmente, há pessoas que usam o fetichismo para escoar o que possui de mais sombrio e cruel de si mesmo ( há nelas um certo quê de patológico.  Talvez, quem sabe, algum profissional da saúde mental possa falar mais a respeito disso).
 
  • A minha trajetória se iniciou pela internet, portanto, não posso me furtar em falar algo: a educação agradece!
  • Não é pelo fato dessa pessoa optar por ser submissa que confere direito ao outro de abordar, especialmente em um primeiro contato, de:  "verme, lixo, vadia, traste, trouxa".  Digam-me:   isso faz sentido? Será que, por estar atrás de um computador, é dado esse direito? Na boa, acredito que não.  Ser educado é um elemento básico para qualquer relação. Sei que alguém pode dizer e até esbravejar: "mas há o prazer em humilhar e ser humilhado!" Sim, existe e pratico do meu jeito! Mas o que questiono é: ainda que haja esse prazer, será que não pode conversar um pouco mais e buscar conhecer a pessoa até para ver se esse é o fetiche dela ou não?  

 Interrompemos esse texto para dizer que: 
"Se quem vê cara, não vê coração! Quem olha monitor, não sabe do outro a intenção."

Voltemos a programação "normal"...

  • E as horas passaram rápido, pois a prosa estava boa. Então, surgiu aquele momento de....
  • "quando a luz dos teus com a luz dos olhos meus resolvem se encontrar...".  Encontros aconteceram,  especialmente quando tudo começou pelo virtual.  Estratégia utilizada e super básica: local público e sempre com alguém de confiança sabendo. Como é bom quebrar o muro do "mundo" virtual e partir para o "carne e osso"!
 
  • Em falar em carne e osso....
  • #partiuprasessão! Ui!
  • A conversa continuou a fluir bem, afinidades, muitos pontos em comum, exposição de limites de ambos os lados (sim, eu mesma gostando de estar na maior parte do tempo  como como Top, também tenho meus limites, uai!) e tesão. Hummmm....
  • Pois é, entre quatro paredes, descobri que não necessariamente surgirá desejo de transar.  Pode até soar estranho para alguns, mas pode acontecer.  O prazer vai estar tão relacionado aos fetiches que não surge vontade de transar. Contudo, quando surgir essa vontade, sem pestanejar: "bota a camisinha, bota, meu amor!" - já diria o velho guerreiro!  Considero o preservativo como uma forma de cuidar de si mesmo e do outro. 
  • Juro que não entendo, que não decifrei um certo enigma:  Por que raios há Top e bottom que abrem mão da  camisinha?  e a situação se agrava quando o Top é casado e tem mais de um bottom.  Aí eu  pergunto a vocês: 
  • a) É por que gosta de viver perigosamente?
  • b)É simplesmente por confiança?
  • c) É por que apresentaram exames recentes de DST´s? e se comprometeram a fazer frequentemente esses exames? 
  • d) Nenhuma das Respostas Anteriores.  
  • Enfim, se alguém decifrar, por favor, me avise! 
 
 
  • Depois da sessão, o conforto, o carinho, a risada, a preocupação. Que coisa gostosa pode ser esse momento.  Acredito que seja para ambos os lados.  Vou ser sincera:  tive  momentos em que me senti vazia.  Então, quando comecei a entender esse cuidar foi bem legal, já sai de sessões tranquila e em outras elétrica, mas me senti bem e o parceiro também. Isso é o que importa.  =) 
 
  • Então vi, nesse meu percurso, as práticas fetichistas tem que estar afinadas ao São, Seguro e Consensual (SSC).
 
Aproveito essa oportunidade para dar algumas dicas:
 
Quando estiver  com muito desejo de conhecer o fetichismo, leia, busque grupos de estudos em redes sociais.  Há grupos bem bacanas no facebook.  Tire dúvidas, pergunte, busque blogs, questione!! Afinal, ninguém nasce sabendo! Muita coisa ainda não sei e/ou não entendi. Espero ainda aprender.
 
Por fim, quando estiver com muita vontade de se divertir com uma boa dose fetichismo, pitadas de  música, dança e bate papo:  há festas fetichistas! Adoroooo! \o/ \o/ \o/
 Quem sabe numa dessas a gente se esbarra?!

É isso aí, galera, muito obrigada por tudo!

Aquele abraço de ursa!