domingo, 11 de agosto de 2013

NÃO!

Prefiro ficar na contramão, 
prefiro colocar meus músculos à toda prova, nadando contra o curso imposto pelo rio. 
Prefiro viver plenamente!
Quero sofrer por gostar, por amar, pelo que posso viver e não pelo que poderia ser.

Quero ter o sabor de gostar de alguém.
Não quero regras pré-estabelecidas e muralhas. 

Quero diálogo franco, mente aberta e a confiança construída com o tempo. 

Larguem essas carapaças!

Larguem essas armaduras!

Não entendem que dor e amor rimam sim?!

Até quando irão preferir o xarope sabor framboesa, por se recusar a sentir o verdadeiro, real e amargo gosto do remédio?

Até quando ficarão em cima do muro?

Por que tanto medo do desconhecido?

Até quando suportarão ficar na morna zona de conforto, quando a Vida concreta e cotidiana oferece o quente, o frio e também sacrifícios? 

Até quando preferirão ficar à beira a se jogar? 

Até aonde irão com essa dor do não vivido, com a dor do que poderia ser? 

Coragem! 

Arrisquem-se!

Não temam tanto os espinhos...sinto em dizer que eles existem sim, apesar de vocês só aceitarem as rosas antinatural, as sem espinhos!

Não se iludam! Sigam em frente!

Eu lhes digo: até  os espinhosos sofrimentos são temporários. 

Só dependem de vocês!

O que fizeram com a disponibilidade de viver intensamente? 

Por que não se dão mais a oportunidade de amar? 

Declaro que me recuso a ficar à beira!

Vejam, meus olhos estão marejados agora pelo afeto, pelo carinho que se foi, mas sei que essa tristeza passará, marcharei em frente. 


E quando tudo for nuvens densas e trevas, até recuarei se for preciso, mas quem disse que irei desisti? 

Não, apenas será um momento de luto, porém não será uma fuga. 

Afinal, o mundo está lá fora!

fora da minha zona de conforto, da minha área de abrangência do meu entendimento. 

Quero ousar! 

Dizer NÃO!

Não quero ficar à beira, já disse! 
me jogarei de "bang jump" e viver intensamente com todos os débitos e créditos do que me proponho a me expor. 

O que mais me importa é viver de forma plena o afeto mútuo. 

Eu digo: eu tenho fome de afeto!

Qual a fome de vocês? 

Eu ficarei apenas rogando para que o sentimento que nos une seja verdadeiro e seja bom para ambos. 


Considero que se eu escolher ficar à margem, se assim me posicionar estarei sendo egoísta, estranha, esquisita e, consequentemente, não seria protagonista da minha própria história, pois teria dado ao sofrimento e ao outrem, que contribuiu para o meu ferimento, o direito de direcionar a minha vida. 

Enfim....

NÃO! NÃO! NÃO!

Direi isso até o último fôlego de vida! 












Divagações e Imaginação sobre Cuckold e D/s - Um primeiro olhar

Ao responder sobre um tópico numa rede social sobre esse fetiche pouco falado e até para muitos desconfortável, resolvi compartilhar aqui o que penso sobre esse assunto.

"Cuckold" numa tradução literal da palavra significa ser corno. A diferença entre ser o "corno" que todos nos remetemos e o "corno" do Cuckold está em uma palavra: traição.  No primeiro sentido, o corno nada sabe sobre a infidelidade do parceiro. Silêncio, mentiras, omissões. Tudo isso faz parte da "cornitude" conforme conhecemos.  Isso serve para ambos os lados, vindo tanto de homens quanto de mulheres. Comento isso como uma forma de não querer fazer nenhuma defesa nem para o homem nem para a mulher sobre traição.

Mas, e no caso do "Cuckold"? 

Na internet, percebi que há homens que sentem prazer em serem traídos e, claro, mulheres que gostam de trair. Contudo, há entre o casal um tom de consensualidade nessa traição.  Logo, me pergunto: há neste caso a traição?  Ou simplesmente, é uma forma de viver o relacionamento, a sexualidade de forma diferente do convencional?

Ao meu ver,  talvez a melhor coisa a ser feita é simplesmente não julgar quem curte.  Acredito que o mais importante, independente de haver "cuckold" , sadomasoquismo, swing ou qualquer outra fantasia na vida de um casal, seja uma base sólida de confiança, diálogo, capacidade (ou disponibilidade?) de ouvir o outro, negociar, respeito aos sentimentos do outro.

Meu primeiro olhar sobre esse assunto, enquanto fetiche, e relacionando-o ao BDSM, mais especificamente numa relação de Dominação / submissão, sinto em uma certa curiosidade, mas não significa que tenha disposição neste momento de realizar.

E divagando nessa interseção sobre os dois assuntos, fiquei me imaginando numa situação "cuckold" e D/s, algo assim:


Imagino o companheiro como um homem bem submisso, resignado a suportar a possibilidade de não sei quando simplesmente realize o fetiche....apenas dizer vou me encontrar com fulano e me leve até e ele e tal horas venha me buscar. Algo assim....se vai ver ou saber o que vou fazer com fulano é algo que EU decido.

Que esse meu parceiro e cúmplice se alegre em saber que gosto da minha liberdade e de que o fetiche será realizado, mas que seja conformado em saber da sua condição. Não iria querer exposições, fotos, filmagens como vejo em sites ou blogs.
Viveria isso a dois e na discrição.

 Ao meu parceiro cuckold, que  antes de qualquer "fugidinha" minha, haja entre nós cumplicidade, lealdade, diálogo.

Concordou em estar nessa condição?
Então, apenas viva!
Que suporte a angústia e a excitação das perguntas rondando sua mente, tais como:

"será que ela vai me "trair"?

"será que ela me permitirá banhá-la ao chegar em casa com seu corpo saciado pelo outro?"

"Ela me permitirá sentir os cheiros resultantes do encontro furtivo?"
" Será?... Será?...será? "

Assim, absorto entre a tortura mental e a excitação meu companheiro cuckold ficaria.  Dele exigiria sua devota dedicação a mim. Ele por fim, resignado a sua condição, apenas diz:

"Senhora, Domina, amo-te e te pertenço".

Enfim, é assim que imagino...
Aliás minha imaginação pra isso e outros assuntos andam pra lá de Marrakesh.

(aos que entendem mais sobre esse assunto e até da interface entre D/s e cuckcold, convido a comentar sobre o assunto...um abraço de ursa!).

domingo, 4 de agosto de 2013

Avante!

Avante! 
Saia de sua zona de conforto e lute!
Avante e me conquiste, 
porque nessa vida só temos um dia que se chama HOJE