terça-feira, 30 de outubro de 2012

Viagem à Essência Para Viver

Conforme havia dito no dia 16/05/12, no texto "A mão que bate", resolvi retomar o tema da violência doméstica com o presente texto. Torço para que ele de alguma forma provoque uma reflexão, escutem com carinho a música do Jonh Lennon.


Infância sofrida.
Muitos ais ela já teve nesta vida.
Muitas lágrimas da sua face se escorreram.
Quantas vezes os sentidos aguçados pela dor da violência, temeram as mãos que, ao invés de afagar, bateram.
Quantass vezes a dor foi silenciosa, contida e, na tentativa de esquecer, foi negada por ela mesma. tudo para cumprir a ordem pela mae dada.
Justamente de quem se espera uma palavra de apoio, aconchego e terna.
Ao contrário, escutava da voz materna:

"Engole o choro! Cala a boca! Tem que sofrer calada!"

De tanto a carne sofrer e isso ouvir: começou a se perguntar: não valho nada?
E se não valho nada, que utilidade no mundo tenho?
Começa então a olhar para seu eu e para seu corpo com um certo desdenho.

Em um cotidiano de ameaças, agressões físicas, xingamento, quantas vezes ouviu exigências acima das próprias forças e do seu entendimento!
Como não olhar para si mesma com insegurança, diante de tanta materna ordenança?
 
Mas que triste criança!
Acuada ficava com medo das reprimendas, sem exagero, emergia nela um desespero e um desejo de morrer em alguns momentos, para nunca mais ser alvo de tantos tormentos.
 
Como acreditar nesta triste realidade?
Ser alvo daquela que inacreditavelmente me pôs ao mundo! - se pergunta.
Por isso, não duvido nem por um segundo:
A MATERNIDADE É CONSTRUÍDA, NÃO É BIOLÓGICA!
 
A pior marca que a menina poderia herdar ficou na lembrança e, apesar dos anos, ainda carrega dentro si um estado de alerta, um desejo quase irracional de se afastar da presença materna.
 
O tempo passa...
 
A menina chegou aos 30!
Ela foi se recompondo, reconstruindo num anseio de conhecer quem é de fato.
 
Difícil caminhada!
Como se desplugar da violência que nela foi perpetrada e ser ela mesma em essência?
Conhecer e reconhecer seus valores, opiniões, seus imaginários e desejos secretos.
 
Ao final, a mulher olha para si e se considera como uma moeda: com cara e coroa, nem melhor nem pior do que ninguém. É o que essa vivente apregoa!
 
A mulher se avalia e se enxerga em processo de reconstruçao que não sabe nem quando nem onde acabará.
Só sabe apenas que nesse processo é necessário do peso das recordaçoes amargas se desvencilhar e que viajar à essência é preciso para viver!

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

R.I.P

Que tristeza observar que o vivente nasce com seus 5 sentidos perfeitos e possui inteligencia, mas tem olhos e não energa, tendo ouvidos, prefere não escutar.
O costume da dor é tão grande e nela também se compraz, que não consegue valorizar um afago que nele se faz.
Pobre vivente que prefere se deixar ao bel prazer das ondas, das tempestades e dos humores dos outros do que tomar para si as ...
rédeas da própria vida.
Vivente insensato! Prefere estar em meio ao turbilhão de pensamentos que o denigrem.
Pobre alma, que se entorpece num mundo de quase faz-de-conta que criou para si mesmo e nesse entorpecimento, não percebe caminha para a beira do abismo.
Só posso lhe dar lenços para que suas lágrimas possa enxugar e, quem sabe, ajude a estancar seu sangue, quando seu corpo se estilhaçar por sua própria escolha!
R.I.P

 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Right to be wrong - Joss Stone

Essa música tem tudo a ver com meu momento atual....
Espero que curtam como estou curtindo. 
Um cheiro! 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Rosas e Espinhos


Quer viver num mar de rosas?
Que interessante!
Só não se esqueça de que as rosas têm espinhos!
Ou você  acha que veio a esta vida a passeio?